10 de jan de 2013

História de vida

Filho de uma lavadeira de roupas e um caminhoneiro, Alexandre Pereira da Silva nasceu em Campina Grande no dia 21 de junho de 1973. Casado com Tânia Martins de Araújo Silva, tem dois filhos: Mateus e Talita. Ele mesmo descreve um pouco da sua história de lutas, adversidades e conquistas, sempre movido pela perseverança e a fé.

Infância sofrida

Logo cedo meu pai saiu de casa, deixando minha mãe com oito filhos para criar. Morávamos no bairro do Centenário. Foi um período de muito sofrimento. Minha mãe saía logo cedo, para lavar roupa nas casas, e eu, que era o mais novo, tinha que ficar em casa, com mais dois irmãos, e frequentemente tínhamos que aguardar a chegada da minha mãe, à noite, quando ela trazia o próprio almoço, o café e o jantar, que ela deveria ter comido onde trabalhou, mas ela guardava para alimentar os filhos em casa. E aquela refeição do final do dia era, muitas vezes, a única que tínhamos o dia todo. Diante de tantas dificuldades, comecei a trabalhar muito cedo, com apenas sete anos de idade.

Trabalho, muito trabalho 

Conheci uma família de pessoas muito boas, seu Edmilson e dona Vera, que me ajudaram muito na infância. O senhor era deficiente e eu, embora muito pequeno, fui ajudar a cuidar dele. Depois, eu cuidaria dos netos dele, que, por sinal, também seriam meus patrões. Passei a morar na casa da filha de seu Edmilson, para cuidar dos filhos dela. Anos depois, entendi que precisava dar um salto maior, e fui trabalhar na empresa dos meus patrões, como auxiliar de serviços gerais. Continuava morando na casa deles, trabalhava na empresa durante o dia, à noite voltava à casa dos meus patrões, onde eu me alimentava e dormia, e ajudava a cuidar das crianças no período noturno. Enfim, desde muito cedo eu trabalhei para ajudar minha mãe. Mesmo não morando em casa, eu ajudava no aluguel e na feira.

Atividade sindical 

Também trabalhei em hospital, no João XXIII, como incinerador de lixo hospitalar. E, conhecendo bem a área de prestação de serviços, em 1996 passei a ver a necessidade que tínhamos de contar com um sindicato que pudesse ajudar a nossa categoria. E assim fundamos o Sinteps/CG, Sindicato dos Prestadores de Serviço de Campina Grande. Desde então, venho tento a honra de ser presidente deste sindicato. E a felicidade de, neste período, termos registrado uma série de avanços em favor da nossa categoria. No início, por exemplo, os prestadores de serviço só tinham direito ao salário mínimo e ao vale transporte. Hoje, são quatro faixas de salários, mais o vale alimentação, seguro de vida e outras garantias.

O gosto pela política 

Desde a infância eu já me identificava muito com a política. Em 1982, eu com apenas nove anos, me lembro da campanha para prefeito de Campina Grande. Nessa época, só havia uma emissora de TV em Campina e aparecia apenas a foto do candidato e uma voz dizendo “Vote em Ronaldo Cunha Lima” ou “Vote em Vital do Rêgo”. Como nós não tínhamos condições, eu corria para a casa dos vizinhos para ver. Desde então meu interesse pela política só crescia. Em 2004, a pedido do ex-prefeito Enivaldo Ribeiro, eu me lancei candidato pelo PP e obtive 687 votos. Na eleição seguinte não fui candidato, mas o trabalho continuou, apoiei um candidato a vereador que ganhou, fez um brilhante trabalho e foi reeleito agora em 2012 (Olímpio Oliveira), mas entendi que era a hora de provar das urnas novamente. E aprouve a Deus sermos vitoriosos.

Compromisso com Campina

Eu tenho total consciência do tamanho do desafio que está pela frente. Reconheço que, por nossa origem humilde, por nossa condição social e econômica, muita gente aposta que seremos um vereador do chamado baixo clero. No entanto, tenho convicção de que mudaremos essa imagem. Fui eleito para fazer diferença e vou fazer diferença dentro do parlamento. Os primeiros dias serão de adaptação, de aprendizagem. Mas, desde já, de muito trabalho. Tenham certeza que serei um vereador presente, assíduo, atuante, que participará das discussões. Meu gabinete estará aberto ao povo. Eu entrei pela porta da frente da Câmara e continuarei entrando. Não vou fugir das pessoas. Vou trabalhar e vou olhar nos olhos dos campinenses até o fim deste mandato.