24 de mai de 2013

Autoridades participam de sessão sobre Bombeiros e II BPM na Câmara Municipal, requerida por Alexandre do Sindicato


A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta quinta-feira, 23, uma sessão especial para discutir as condições estruturais do II Batalhão de Bombeiros Militar, que tem sede em Campina Grande, e a atuação da Polícia Militar na cidade. A solenidade atendeu a requerimento do vereador Alexandre do Sindicato.

Diversas autoridades participaram da sessão, incluindo o comandante do II Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Souza Neto, e o comandante do II Batalhão de Bombeiros Militar, o tenente coronel Lucas Severiano, assim como o secretário adjunto de Assistência Social do Município, Rubens Nascimento.

Veja, a seguir, a íntegra do discurso de Alexandre do Sindicato na sessão:

Senhoras e senhores

Já diz o velho ditado popular, que é velho mas verdadeiro, que prevenir é melhor que remediar.

Pois bem.

Na condição de representantes do povo, somos obrigados a olhar não apenas para o presente, como também ficar atentos ao futuro. Mais que isso, somos obrigados a ter um olhar crítico, questionador e precavido. 

É em razão dessa responsabilidade e no cumprimento desse papel que hoje estamos aqui, reunidos nessa sessão especial.

O Corpo de Bombeiros é conhecido e reconhecido como uma instituição de alta credibilidade. 

Uma imagem justa, porque todos sabemos a coragem e o desprendimento que movem esses homens e mulheres que formam a corporação, dispostos cotidianamente a por em risco suas próprias vidas em socorro da população.

Porém, nem tudo pode ser resolvido apenas com coragem, disposição e boa vontade. 
É preciso ter estrutura. É preciso ter em mãos as ferramentas necessárias para enfrentar devidamente as missões diárias.

Nossa atenção, inclusive, foca-se naquilo que está além do cotidiano. Queira Deus que sigamos livres de tragédias como a que estarreceu o país ceifando as vidas de dezenas de jovens no Rio Grande do Sul.

Mas, sabemos que o imponderável não pode ser ignorado e que é preciso estar precavido para qualquer situação. 

Portanto, cumpre a nós, vereadores, dar voz aos 400 mil homens, mulheres e crianças que formam esta cidade, ao indagarmos, hoje, ao comando do Corpo de Bombeiros, quais são as reais condições estruturais da corporação, sobretudo em casos de sinistros de maior gravidade.

Campina Grande passa por um processo de verticalização imobiliária, com prédios vistosos rasgando os céus. Logo, a pergunta é inevitável: e se ocorrer um acidente, um incêndio, nos andares mais elevados de um destes prédios? 

Coragem não faltará aos nossos bombeiros. 

Mas, terão os equipamentos fundamentais ao socorro das vítimas? Contamos com a tão falada escada magirus? Esse é um equipamento literalmente vital em certas circunstâncias? 

Na condição de representantes dos campinenses, falamos nos 400 mil habitantes de Campina Grande, mas é lógico que os bombeiros da cidade atendem a uma população muito maior. 

Logo, reputamos como indispensável dotar a corporação da estrutura adequada ao resguardo de tantas vidas. 

Por isso estamos hoje aqui. Para ouvir, para entender e para conhecer quais os caminhos a serem percorridos no sentido de buscar o melhor para essa honrada e respeitada instituição.

Ademais, é inevitável discutir, também, a segurança pública da cidade. 

Esse é um clamor da população. A onda de violência assombra, aterroriza, aprisiona gente de bem dentro de suas casas, e, o pior, ceifa vidas inocentes todos os dias. 

Não queremos discutir teorias de especialistas em segurança. Não queremos discutir a conjuntura nacional ou mundial do tema. Não queremos nos perder em ilações diversas.

Queremos apenas e tão somente pedir as providências mínimas cabíveis, em nome do povo, e uma delas é a presença maior da polícia nas ruas.

Queremos sair daqui com a esperança renovada de que, embora não seja possível esperar o impossível, pelo menos recebemos a garantia de que aquilo que é possível será feito. 

E feito com urgência. Com a urgência que nossos irmãos e irmãs de Campina Grande clamam, muitas vezes entre lágrimas e tremores.

Muito obrigado, senhoras e senhores.