7 de out de 2015

Vereador diz que famílias são obrigadas a pagar até R$ 3,8 mil em preparação desnecessária de corpos para sepultamento



O vereador de Campina Grande Alexandre do Sindicato usou a tribuna da Câmara Municipal da cidade nesta terça-feira (06) para denunciar que empresas de serviços funerários da cidade estão explorando famílias que as procuram, em virtude do falecimento de um ente querido. Segundo o parlamentar, essas famílias estão sendo exploradas, com o oferecimento de serviços desnecessários que são apresentados como indispensáveis.

Ele citou como exemplo um processo de preparação de corpos que custa, segundo a denúncia, entre R$ 2,8 mil e R$ 3,8 mil. “As famílias, quando da perda de seus entes queridos, as pessoas são acordadas por pessoas de funerárias, alegando que seu ente querido tem que passar por um tratamento antes de se iniciar um velório. E estas famílias tem que desembolsar valores altíssimos, que vão e 2.800 a 3.800 e eles dizem que é necessário fazer”.

O parlamentar destacou que as famílias são abordadas num momento em que não tem condições psicológicas de pensar sobre o serviço que está sendo oferecido. “Abordam as famílias num momento de dor, muito difícil, são acordadas, e tem que passar por esse processo doloroso e tem que fazer esse tratamento quando, em muitas vezes, nem necessário é”, denunciou o parlamentar.

Ele disse que a abordagem, quando não é feita em casa, por telefone, é feita também no GEMOL ou nos hospitais. “Ou num UML ou num hospital essas pessoas são abordadas e constrangidas para pagar esses valores. Não é um procedimento obrigatório, de forma nenhuma”.

Ele disse que está mantendo contatos com profissionais da área para se certificar sobre os procedimentos obrigatórios para que sua denúncia fique mais embasada. “Estou mantendo contato com alguns médicos e pessoas que já atuaram como legista para saber quais são os casos em que é necessário se fazer esse procedimento. Sei que quando o morto vem de outro estado ou de outro país tem que fazer, mas em casos normais, não”.

Alexandre do Sindicato também denunciou que há exploração na comercialização de ataúdes. “Eles, além de vender ataúdes com preços bem acima da realidade, acabam oferecendo serviços que são desnecessários e você, por estar passando por um momento de dor, não tem cabeça para pensar naquele instante, acaba aceitando aquele serviço”.

Fonte: Blog Carlos Magno
www.carlosmagno.com.br